quinta-feira, abril 21, 2005

Desleixo versus Dislexia

Muitos pais costumam confundir “desleixo” com “Dislexia” ao se depararem com o baixo desenvolvimento escolar dos filhos. Apesar da similaridade entre as palavras, a segunda refere-se a um distúrbio na aprendizagem capaz de impedir o desenvolvimento da leitura, escrita e soletração. Neste caso, não adiantaria passar longas horas estudando sem um acompanhamento médico ideal para o caso.SintomasDe acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, pesquisas indicam que a doença afeta de 10 a 15% da população mundial. Freqüentemente confundida com a má alfabetização, a dislexia tem sintomas que passam despercebidos. Por conta disso, muitas crianças chegam ao ensino médio sem receber um diagnóstico e um tratamento adequados, comprometendo o restante da vida pessoal. Um diagnóstico preciso deve ser feito de forma multidisciplinar, compreendendo a Psicopedagogia, Fonoaudiologia, Psicologia, Neurologia, Oftalmologia e Audiologia. Classificada como uma doença de caráter genético, a dislexia se apresenta de três formas: auditiva, visual e mista – a mais comum. Os disléxicos costumam inverter com freqüência letras e sílabas, tais como “prato” e “parto”. Além disso, confundem letras e palavras semelhantes. Por conta disso, sua leitura é bastante lenta.EducandoSegundo a psicóloga Susana Amaral, a dislexia não tem cura, mas pode ser amenizada ao longo da vida. Ela explica que este desenvolvimento se dá a partir dos esforços dos professores em continuar o trabalho dos psicólogos. Susana conta que o professor deve estimular a leitura e escrita do disléxico, exigindo a autocorreção e evitando rótulos.Ao contrário do que muitos pensam, a dificuldade na aprendizagem dos disléxicos não os condiciona a uma vida estagnada. Exemplos como Thomas Edison (inventor), Tom Cruise (ator), Walt Disney (fundador dos personagens e estúdios Disney) e Agatha Christie (autora) mostram que é possível alcançar o sucesso convivendo com o distúrbio. Alguns pesquisadores chegam a acreditar que pessoas disléxicas têm maior probabilidade de serem bem sucedidas já que aprendem desde cedo o caminho da superação. Devido aos esforços na alfabetização, é provável que eles cresçam mais criativos e desenvolvam habilidades para lidar melhor com problemas e com o estresse. A pedagoga Silvana Perez, que já teve a oportunidade de lidar com disléxicos, afirma que é importante que todos saibam, tanto a escola quanto os professores, que existem leis facilitadoras para que certas providências sejam tomadas no aprendizado. São elas: ler a prova em voz alta; corrigir de forma a priorizar o que realmente importa para o aprendizado deste aluno; uso de gravador em sala de aula, consultas à tabuada etc.
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Tiago Monteiro em:

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